|
Tudo começou com a
inclusão de “Tô nem aí” na trilha sonora de “Malhação”. A partir dali, a
música invadiu as rádios do país, foi eleita a música do ano no Domingão
do Faustão e acabou embalando um comercial da Chevrolet. No ano
seguinte, a faixa-título de seu primeiro álbum, “Porta aberta”, entrou
no filme “Didi quer ser criança” e fechou o ano entre as sete mais
tocadas de 2004 em todo o Brasil.
Mas isso não é novidade para ninguém, claro! O que certamente vai
surpreender você é saber que o sucesso estrondoso de “Tô nem aí” levou
Luka a lugares inimagináveis para uma artista brasileira em seu disco de
estréia. Alavancada pelas inúmeras versões remix que mereceu, a música
explodiu nas paradas européias, chegando ao primeiro lugar na Deustche
Dance Chart, na Deustche Club Chart, em inúmeras rádios alemãs, na MTV
da Itália e o CD acaba de ser lançado nos Estados Unidos. O segredo para
tamanho sucesso é, sem dúvida, sua determinação em seguir a carreira
artística. Luka começou a tocar violão aos sete anos. Aos 16, quando
ainda era conhecida como Luciana Lima, já se apresentava no Rio Grande
do Sul em shows de voz e violão, culminando no festival Planeta
Atlântida, um dos mais importantes do cenário musical nacional. “Não dá
para dizer quando decidi ser artista, a música sempre fez parte de minha
vida”, confirma a cantora e compositora que, além de violão, estudou
também piano, teoria musical e integrou diversos corais, como o Arapy,
nos dois anos em que morou no Paraguai.
Após dois anos de trabalho intenso com o álbum “Porta Aberta”, em
dezembro de 2004, Luka fez uma pausa para se dedicar à filha
recém-nascida. O tempo foi bom para recarregar as baterias e começar a
pensar no álbum seguinte. “Sem Resposta” foi gravado em três meses e
traz a assinatura de Luka em sete de suas 11 faixas – no primeiro CD
apenas uma música não era de sua autoria.
Um bom exemplo da nova safra de Luka é o primeiro single que chega às
rádios e dá nome ao CD. “Sem resposta” revela a maturidade da artista,
seja na letra (“Não tô te pedindo pra ficar / E não vou te encher de
promessas / eu te quero bem, mas no amor eu tenho pressa”), seja nos
arranjos. Além da versão original, o álbum traz ainda uma versão remix e
outra acústica da faixa-título.
Compor, aliás, é uma das coisas das quais Luka mais gosta. Suas
primeiras composições foram feitas quando tinha apenas 12 anos. De lá
para cá, ela não parou mais. Neste CD, “Quando você passa”, “Eu e você”,
“Eclipse do sol”, “Sempre” e “Muito pouco” são outras amostras de seu
talento.
A única regravação do álbum é “Não sei” (Tche e Charles Máster), música
da banda gaúcha dos anos 80, TNT. Sempre pronta a valorizar seus
conterrâneos, na música “A Aposta” (Felipe Elizade e Henrique Kunz) Luka
contou com a participação especial de Serginho Moah, vocalista da banda
Papas da Língua e seu amigo desde os tempos de barzinho em Porto Alegre.
O disco foi produzido por Clemente, no estúdio Corredor 5. Entre os
músicos que participam de “Sem Resposta” estão o baterista Rick de la
Torre (que a acompanha desde 1999), Fred Nascimento e Carlos Trilha
(guitarra e teclados, integrantes da banda Tantra), Billy Brandão
(guitarra), Lan Lan (percussão), Sasha Amback (teclados) e Gutto Wirtti
e Dunga (que se revezam no baixo). Luka toca guitarra na música “Mãos
vazias” (Nina Wirtti) e violão em “Sempre”.
Se há alguma dúvida de que a carreira de Luka vá longe, ouça “Sem
Resposta” e tire suas próprias conclusões antes que o efeito furacão te
pegue de surpresa mais uma vez.
|
This text will be replaced by the flash music player.
|